Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Tangara cyanocephala(Statius Muller, 1776)Nome em Inglês
Red-necked Tanager
Saíra-militar
Tangara cyanocephala, também conhecida como saíra-de-lenço, saíra-de-pescoço-vermelho, saíra-de-gola (Florianópolis), soldadinho e verdelim (região Nordeste), é um passeriforme da família Thraupidae.
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (tupi) Tangará → ata = andar; e carã = em volta; (dançarino); e do (latim) kuanos = azul escuro; e -kephalos, kephalë = com a cabeça, cabeça. ⇒ Dançarino com cabeça azul escuro.
Características
Mede entre 10 e 13 centímetros de comprimento e pesa entre 16 e 21 gramas.
Apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 centímetros de comprimento. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, com tamanho abaixo da média padrão.
saíra-militar macho
saíra-militar fêmea
saíra-militar jovem
Apresenta três
subespécies reconhecidas de diagnoses sutis, muitas vezes até questionáveis, baseadas em tamanho, extensão da faixa vermelha na garganta, tonalidade das cores da cabeça e cor das coberteiras supracaudais (este último caráter mais notável). Os extremos (
T. c. cyanocephala e
T. c. cearensis) são bem diferenciáveis, entretanto
T. c. corallina pode ser apenas uma população intergradante, e não um táxon válido, o que aponta para a necessidade de uma revisão taxonômica do grupo.
Tangara cyanocephala cyanocephala (Statius Muller, 1776) - ocorre desde o sul do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, mais o Paraguai e norte da Argentina (Missiones);
Tangara cyanocephala coralina (Berlepsch, 1903) - ocorre do litoral de Pernambuco até o Espírito Santo; Distingue-se da forma nominal por ser, em média, um pouco menor; a faixa no pescoço é de um vermelho um pouco mais pálido; a barra amarela na asa é mais estreita e as partes inferiores são mais amareladas.
Tangara cyanocephala cearensis (Cory, 1916) - ocorre na Serra do Baturité, no Ceará. Criticamente ameaçada. Distingue-se da forma nominal e da anterior por ter uma coroa de um azul-arroxeado, penas negras no alto da garganta entre a faixa vermelha e o azul do final da garganta e, principalmente, por possuir penas de cor azul celeste nas coberteiras supracaudais.
(Clements checklist, 2014).
| Fotos das subespécies de (Tangara cyanocephala) |
| (Ssp. cyanocephala) | (Ssp. coralina) | (Ssp. cearensis) |
Tangara cyanocephala cyanocephala |
Tangara cyanocephala coralina |
Tangara cyanocephala cearensis |
Alimentação
Frutinhas, insetos, larvas e néctar/pólen de flores. Frequentam pomares. Comumente são vistas se alimentando em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira.
saíra-militar se alimentando
Reprodução
Hábitos
Comumente vistas em bandos mistos com T. desmaresti, Dacnis spp., Tachyphonus spp. e Euphonia spp. Quando em alimentação em fruteiras, os bandos podem incluir T. seledon, T. cyanoventris e Thraupis spp.
Bando de saíra-militar
Distribuição Geográfica
Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, AL e CE).

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2014.
del Hoyo, J.; et al., (2014). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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